A Teologia da Prosperidade e a Verdade Bíblica
Introdução
Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada em interpretações não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas promessas de segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.
Seu surgimento
Uma figura proeminente da teologia da prosperidade neste período foi E. W. Kenyon, educado na Faculdade de Oratória de Emerson nos anos 1890, onde foi exposto ao Movimento Novo Pensamento. Kenyon mais tarde se tornou amigo de líderes pentecostais famosos e escreveu sobre a revelação divina e as confissões positivas. Seus escritos influenciaram líderes do nascente movimento da prosperidade durante os healing revivals dos Estados Unidos pós-guerra. Oral Roberts começou a professar a doutrina da prosperidade em 1947. Ele explicava as leis da fé como um "pacto abençoado" no qual Deus retornaria as doações "sete vezes", prometendo aos doadores que eles receberiam de volta, de meios inesperados, o dinheiro que doaram a Ele. Roberts se oferecia a pagar qualquer doação que não levasse ao pagamento inesperado de quantia equivalente. Na década de 1970, Roberts descreveu seus ensinamentos sobre o pacto abençoado como a "doutrina da semente": as doações são uma espécie de "semente" que crescem em valor e são devolvidas àquele que doa. Roberts começou a recrutar "parceiros" – doadores ricos que recebiam convites para conferências exclusivas e acesso ilimitado ao ministério em troca de apoio.
Seus ensinamentos
1. Bênção e Maldição da Lei.
Com base em Gl 3.13,14, dizem que fomos libertos da maldição da lei, que são: Pobreza; doença e morte espiritual, afirmando que os cristãos sofrem doenças por causa da lei de Moisés.
Paulo refere-se, no texto de Gl 3 ao peso da lei sobre os israelitas do passado, e a intervenção de Cristo sobre ela, trazendo-nos a oportunidade de sermos herdeiros, sem a lei, mas pela graça. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés.
Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Romanos 3:19
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, Efésios 2:14-15
2. O Cristão Não Deve Adoecer.
Ensinam que o cristão não deve adoecer, nem mesmo com a idade avançada, quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.
Mas a bíblia nos ensina diferente, o verso de Isaias, foi uma profecia que se cumpriu nos dias de Jesus, não tem que se cumprir hoje.
E, chegada à tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos;Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças. Mateus 8:16-17
E mais, Jesus disse que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). E sabemos que Paulo viveu doente (Gl 4.13). Timóteo era enfermo (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé?
3. O Cristão Não Deve Ser Pobre.
Ensinam que o cristão tem que ser rico, não morar em casa alugada e ter somente carro de luxo, se esquecendo que Jesus andava a pé e entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, e o animal nem era dele e sim emprestado.
A Palavra de Deus não incentiva a riqueza, mas também não a proíbe desde que seja adquirida com honestidade. Ela também não santifica a pobreza; Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contente. 1 Timóteo 6:8
Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Filipenses 4:11
Jesus disse que é difícil um rico entrar no céu.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. Mateus 19:23
E disse, também, que a vida não se constitui de riquezas.
E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. Lucas 12:15
4. O cristão deve viver a “confissão positiva”.
"Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. “De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá”. Nessa questão, utilizam-se da frase; “há poder em nossas palavras”, usando como base a palavra de Elias a respeito da chuva e do fogo que consumiu os soldados e os capitães.
Vamos compreender uma coisa, Elias em 1Rs 17:1, ordenou segundo sua palavra, que não houvesse em orvalho e nem chuva, e de fato não houve, mas daí, não podemos tirar proveito para dizer que havia poder na palavra de Elias, pois logo à frente em 1Rs 18:36, 37; para cair fogo do céu sobre o altar, Elias teve que pedir a Deus, não ordenou nada segundo sua palavra, isso mostra que não há poder em nossas palavras, mas sim na vontade de Deus, o que aconteceu com Elias no capítulo 17, é que sua palavra conciliou com a vontade de Deus, apenas isso; e em favor disso, vemos muitas petições na bíblia, sendo rejeitada, tais como a de Davi (2Sm 12:16-18), de Paulo (2Co 12:8, 9), e até mesmo a do próprio Jesus (Mt 26:39).
5. O cristão deve decretar sua vitória
Para eles, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer: peço, rogo, suplico; ou “se for da tua vontade", segundo eles, isto destrói a fé.
Não é pecado usar de frases como: “A vitória é minha em nome de Jesus”, e outras mais, mas o que a teologia da prosperidade ensina, é muito pegajoso. Jesus tendo toda a autoridade, não decretou o cumprimento daquilo que queria, mas pediu que o Senhor Deus conforme sua vontade.
E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39
6. Homens São Deuses
"Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi..."; "Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus”. Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, que também foi citado por Jesus em Jo 10.31-39.
Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Salmos 82:6
Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim e eu nele. João 10:33-38
Está palpável, Jesus relaciona o “ser deuses”, as obras de Deus, ou seja, fazendo as obras dele em sua autoridade, nos comportamos como Deus, sendo ele não em sua essência, mas em seu comportamento em relação às obras, é o clássico “imitador” que Paulo ensina aos Efésios.
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; Efésios 5:1
Muitos outros textos poderiam ser usados para por em evidência, de que o homem não é deus, mas a obviedade já fala por si, e somente mentes fracas acabam sendo levados por esse pensamento.
7. O cristão que sofre não tem fé
Segundo eles, o sofrimento não deve fazer parte da vida do cristão, se assim for, o mesmo não tem fé. Para eles, ter fé é sinônimo de vida boa, sem qualquer problema ou dificuldade que gere algum tipo de dor.
Se assim fosse, anularíamos a fé de grandes homens de Deus, como Jó, que sendo justo reto perante o Senhor, perdeu sua riqueza, seus filhos e sua saúde, e Paulo que era tremendamente usado pelo Senhor.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 2 Coríntios 4:8-9
São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. 2 Coríntios 11:23-27
8. O cristão deve ter tudo o que quer por ser cristão
A base para essa afirmação está na alteração de um verso muito conhecido pelos cristãos.
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33
O que acontece aqui é a alteração das palavras “estas mesmas coisas”, pelas palavras, "as demais coisas”, afirmando assim que tudo o cristão terá por ser cristão. Não é assim, quando Jesus diz, “estas mesmas coisas”, ele está falando sobre alimento, bebida, e roupa, veja o verso 31.
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Mateus 6:31
9. O cristão deve vencer apenas o diabo
Dentro da teologia da prosperidade, o diabo é o principal culpado pelo atraso de vida das pessoas, logo não é o pecado, a carne ou o mundo, mas unicamente o mal.
Que o diabo é culpado é bíblico, tanto é que ele já está condenado, mas excluir toda e qualquer parcela de culpa do ser humano é errado, pois a nossa desobediência contra Deus gera o mau em nossa vida.
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:4
Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7
10. O cristão está debaixo da reciprocidade
Ensinam que o cristão deve dar o seu dinheiro, para que Deus o devolva com juros, e fazendo isso, ele pode reivindicar e exigir de Deus, que Ele cumpra sua parte no acordo; ao fiel compete dar dinheiro, e a Deus cabe abençoar. Ao estabelecer esta relação de reciprocidade com Deus, o que ocorre é que Deus fica na obrigação de cumprir todas as promessas contidas na Bíblia na vida do fiel, tornando-se cativo de sua própria Palavra.
Não vamos entrar no assunto de dízimos e ofertas, pois o estudo não é sobre isso, mas vamos entender que Deus nunca exigiu de maneira obrigatória, que todos venha dar dinheiro para sua obra. O que os teólogos da prosperidade ensinam, é que essa é a única maneira de ser abençoado por Deus, agora uma pergunta que não quer calar: Então o sacrifício de Jesus não serviu para nada? Porque se o único jeito de for abençoado por Deus é dando dinheiro, então não precisamos do sacrifício vicário de Cristo para ter a benção dos céus, tais como a da salvação. Eles contradizem muito a bíblia, e para compreendermos melhor esta questão, vejamos o que Paulo fala aos da igreja de Corinto.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7
Conclusão
A teologia da prosperidade ou o evangelho da prosperidade é um falso evangelho, nunca apoiado por Cristo ou pela bíblia, porém muitos por falta de alicerce espiritual e conhecimento bíblico, tem sido levados por eles, vivendo uma vida cheia de mentiras, alimentando uma desgraça espiritual, sendo norteados por satanás. Que possamos ler cada vez mais a bíblia, buscando com nossos pastores e mestres, a real interpretação dos versículos bíblicos, não se esquecendo de buscar em Deus, obtendo a suprema direção do Espírito Santo.
Claudio Martins
Teologia da prosperidade (também conhecida como Evangelho da prosperidade) é uma doutrina religiosa cristã que defende que a bênção financeira é o desejo de Deus para os cristãos e que a fé, o discurso positivo e as doações para os ministérios cristãos irão sempre aumentar a riqueza material do fiel. Baseada em interpretações não-tradicionais da Bíblia, geralmente com ênfase no Livro de Malaquias, a doutrina interpreta a Bíblia como um contrato entre Deus e os humanos; se os humanos tiverem fé em Deus, Ele irá cumprir suas promessas de segurança e prosperidade. Reconhecer tais promessas como verdadeiras é percebido como um ato de fé, o que Deus irá honrar.
Seu surgimento
Uma figura proeminente da teologia da prosperidade neste período foi E. W. Kenyon, educado na Faculdade de Oratória de Emerson nos anos 1890, onde foi exposto ao Movimento Novo Pensamento. Kenyon mais tarde se tornou amigo de líderes pentecostais famosos e escreveu sobre a revelação divina e as confissões positivas. Seus escritos influenciaram líderes do nascente movimento da prosperidade durante os healing revivals dos Estados Unidos pós-guerra. Oral Roberts começou a professar a doutrina da prosperidade em 1947. Ele explicava as leis da fé como um "pacto abençoado" no qual Deus retornaria as doações "sete vezes", prometendo aos doadores que eles receberiam de volta, de meios inesperados, o dinheiro que doaram a Ele. Roberts se oferecia a pagar qualquer doação que não levasse ao pagamento inesperado de quantia equivalente. Na década de 1970, Roberts descreveu seus ensinamentos sobre o pacto abençoado como a "doutrina da semente": as doações são uma espécie de "semente" que crescem em valor e são devolvidas àquele que doa. Roberts começou a recrutar "parceiros" – doadores ricos que recebiam convites para conferências exclusivas e acesso ilimitado ao ministério em troca de apoio.
Seus ensinamentos
1. Bênção e Maldição da Lei.
Com base em Gl 3.13,14, dizem que fomos libertos da maldição da lei, que são: Pobreza; doença e morte espiritual, afirmando que os cristãos sofrem doenças por causa da lei de Moisés.
Paulo refere-se, no texto de Gl 3 ao peso da lei sobre os israelitas do passado, e a intervenção de Cristo sobre ela, trazendo-nos a oportunidade de sermos herdeiros, sem a lei, mas pela graça. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés.
Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. Romanos 3:19
Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, Efésios 2:14-15
2. O Cristão Não Deve Adoecer.
Ensinam que o cristão não deve adoecer, nem mesmo com a idade avançada, quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.
Mas a bíblia nos ensina diferente, o verso de Isaias, foi uma profecia que se cumpriu nos dias de Jesus, não tem que se cumprir hoje.
E, chegada à tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos;Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças. Mateus 8:16-17
E mais, Jesus disse que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). E sabemos que Paulo viveu doente (Gl 4.13). Timóteo era enfermo (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé?
3. O Cristão Não Deve Ser Pobre.
Ensinam que o cristão tem que ser rico, não morar em casa alugada e ter somente carro de luxo, se esquecendo que Jesus andava a pé e entrou em Jerusalém montado em um jumentinho, e o animal nem era dele e sim emprestado.
A Palavra de Deus não incentiva a riqueza, mas também não a proíbe desde que seja adquirida com honestidade. Ela também não santifica a pobreza; Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha.
Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contente. 1 Timóteo 6:8
Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.
Filipenses 4:11
Jesus disse que é difícil um rico entrar no céu.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus. Mateus 19:23
E disse, também, que a vida não se constitui de riquezas.
E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. Lucas 12:15
4. O cristão deve viver a “confissão positiva”.
"Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. “De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá”. Nessa questão, utilizam-se da frase; “há poder em nossas palavras”, usando como base a palavra de Elias a respeito da chuva e do fogo que consumiu os soldados e os capitães.
Vamos compreender uma coisa, Elias em 1Rs 17:1, ordenou segundo sua palavra, que não houvesse em orvalho e nem chuva, e de fato não houve, mas daí, não podemos tirar proveito para dizer que havia poder na palavra de Elias, pois logo à frente em 1Rs 18:36, 37; para cair fogo do céu sobre o altar, Elias teve que pedir a Deus, não ordenou nada segundo sua palavra, isso mostra que não há poder em nossas palavras, mas sim na vontade de Deus, o que aconteceu com Elias no capítulo 17, é que sua palavra conciliou com a vontade de Deus, apenas isso; e em favor disso, vemos muitas petições na bíblia, sendo rejeitada, tais como a de Davi (2Sm 12:16-18), de Paulo (2Co 12:8, 9), e até mesmo a do próprio Jesus (Mt 26:39).
5. O cristão deve decretar sua vitória
Para eles, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer: peço, rogo, suplico; ou “se for da tua vontade", segundo eles, isto destrói a fé.
Não é pecado usar de frases como: “A vitória é minha em nome de Jesus”, e outras mais, mas o que a teologia da prosperidade ensina, é muito pegajoso. Jesus tendo toda a autoridade, não decretou o cumprimento daquilo que queria, mas pediu que o Senhor Deus conforme sua vontade.
E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Mateus 26:39
6. Homens São Deuses
"Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi..."; "Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus”. Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, que também foi citado por Jesus em Jo 10.31-39.
Eu disse: Vós sois deuses, e todos vós filhos do Altíssimo. Salmos 82:6
Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo. Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses? Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida, e a Escritura não pode ser anulada, aquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim e eu nele. João 10:33-38
Está palpável, Jesus relaciona o “ser deuses”, as obras de Deus, ou seja, fazendo as obras dele em sua autoridade, nos comportamos como Deus, sendo ele não em sua essência, mas em seu comportamento em relação às obras, é o clássico “imitador” que Paulo ensina aos Efésios.
Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; Efésios 5:1
Muitos outros textos poderiam ser usados para por em evidência, de que o homem não é deus, mas a obviedade já fala por si, e somente mentes fracas acabam sendo levados por esse pensamento.
7. O cristão que sofre não tem fé
Segundo eles, o sofrimento não deve fazer parte da vida do cristão, se assim for, o mesmo não tem fé. Para eles, ter fé é sinônimo de vida boa, sem qualquer problema ou dificuldade que gere algum tipo de dor.
Se assim fosse, anularíamos a fé de grandes homens de Deus, como Jó, que sendo justo reto perante o Senhor, perdeu sua riqueza, seus filhos e sua saúde, e Paulo que era tremendamente usado pelo Senhor.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; 2 Coríntios 4:8-9
São ministros de Cristo? (falo como fora de mim) eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. 2 Coríntios 11:23-27
8. O cristão deve ter tudo o que quer por ser cristão
A base para essa afirmação está na alteração de um verso muito conhecido pelos cristãos.
Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33
O que acontece aqui é a alteração das palavras “estas mesmas coisas”, pelas palavras, "as demais coisas”, afirmando assim que tudo o cristão terá por ser cristão. Não é assim, quando Jesus diz, “estas mesmas coisas”, ele está falando sobre alimento, bebida, e roupa, veja o verso 31.
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Mateus 6:31
9. O cristão deve vencer apenas o diabo
Dentro da teologia da prosperidade, o diabo é o principal culpado pelo atraso de vida das pessoas, logo não é o pecado, a carne ou o mundo, mas unicamente o mal.
Que o diabo é culpado é bíblico, tanto é que ele já está condenado, mas excluir toda e qualquer parcela de culpa do ser humano é errado, pois a nossa desobediência contra Deus gera o mau em nossa vida.
Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá. Ezequiel 18:4
Porque tudo o que há no mundo - a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida - não procede do Pai, mas do mundo. 1 João 2:16
Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6:7
10. O cristão está debaixo da reciprocidade
Ensinam que o cristão deve dar o seu dinheiro, para que Deus o devolva com juros, e fazendo isso, ele pode reivindicar e exigir de Deus, que Ele cumpra sua parte no acordo; ao fiel compete dar dinheiro, e a Deus cabe abençoar. Ao estabelecer esta relação de reciprocidade com Deus, o que ocorre é que Deus fica na obrigação de cumprir todas as promessas contidas na Bíblia na vida do fiel, tornando-se cativo de sua própria Palavra.
Não vamos entrar no assunto de dízimos e ofertas, pois o estudo não é sobre isso, mas vamos entender que Deus nunca exigiu de maneira obrigatória, que todos venha dar dinheiro para sua obra. O que os teólogos da prosperidade ensinam, é que essa é a única maneira de ser abençoado por Deus, agora uma pergunta que não quer calar: Então o sacrifício de Jesus não serviu para nada? Porque se o único jeito de for abençoado por Deus é dando dinheiro, então não precisamos do sacrifício vicário de Cristo para ter a benção dos céus, tais como a da salvação. Eles contradizem muito a bíblia, e para compreendermos melhor esta questão, vejamos o que Paulo fala aos da igreja de Corinto.
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. 2 Coríntios 9:7
Conclusão
A teologia da prosperidade ou o evangelho da prosperidade é um falso evangelho, nunca apoiado por Cristo ou pela bíblia, porém muitos por falta de alicerce espiritual e conhecimento bíblico, tem sido levados por eles, vivendo uma vida cheia de mentiras, alimentando uma desgraça espiritual, sendo norteados por satanás. Que possamos ler cada vez mais a bíblia, buscando com nossos pastores e mestres, a real interpretação dos versículos bíblicos, não se esquecendo de buscar em Deus, obtendo a suprema direção do Espírito Santo.
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