A Verdade Sobre o Natal
Introdução
Noite de paz, noite de amor; tudo dorme, em derredor! Entre os astros que espargem a luz, bela, indicando o menino Jesus, brilha a estrela da paz, brilha a estrela da paz.
Noite de paz, noite de amor; ouve o fiel pastor coros celestes que cantam a paz, que nesta noite sublime nos traz, o nosso bom redentor, o nosso bom redentor.
Noite de paz, noite de amor; oh! Que belo resplendor. Paira no rosto do meigo Jesus! E no presépio do mundo, a luz! Astro de eterno fulgor, astro de eterno fulgor.
Noite de paz, noite de amor; ouve o fiel pastor coros celestes que cantam a paz, que nesta noite sublime nos traz, o nosso bom redentor, o nosso bom redentor.
Noite de paz, noite de amor; oh! Que belo resplendor. Paira no rosto do meigo Jesus! E no presépio do mundo, a luz! Astro de eterno fulgor, astro de eterno fulgor.
Essa é uma variação da composição de um austríaco, Joseph Mohr (1792-1848), que a compôs na véspera de natal de 1818 na pequena cidade de Oberndorf bei Salzburg. A variação acima está na Harpa Cristã, sob o nº 120, feita pelo compositor José Teixeira Lima, membro da Assembleia de Deus, ambas intituladas “Noite de paz”. Cantar hinos em memória do nascimento de Jesus, não é errado, independente de ser a original ou as variações existentes. Mas esse tipo de hino é o que vemos apenas em épocas natalinas, essa é uma maneira onde se vê um sentido mais real do natal, que seria algo relacionado a Jesus, mas quais são as verdades por trás do natal, ou ainda, onde se encaixa o famoso “Papai Noel” nisso tudo?
Segundo as Enciclopédias
A festa do Natal foi introduzida na igreja em épocas remotas, nisso se torna notório, de que nem sempre foi comemorado, sem falar que a bíblia nunca trouxe a ideia do natal.
Vejamos algo em algumas enciclopédias:
Enciclopédia Católica (edição de 1911)
"A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal".
Na mesma enciclopédia Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade: “... não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo".
A Enciclopédia Britânica (edição de 1946)
O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. “Foi tomada mais tarde do paganismo”.
"A data atual foi fixada no ano 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia: a festa mitraica (religião que rivalizava como Cristianismo nos primeiros séculos), que celebrava o natalis invict Solis (Nascimento do Vitorioso Sol) e várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como a Saturnalia em Roma e os cultos solares entre os celtas e germânicos".
A Enciclopédia Americana (edição de 1944)
“O Natal de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte. (A comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte). Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V, a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol, já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo".
De fato são autoridades históricas, e demonstram que durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã.
A Origem do Natal
Em uma época, posterior ao dilúvio, existia um homem conhecido na bíblia, como Ninrode (Gn 10:8). Ninrode, neto de Cão (ou Cã, em outras traduções), filho de Noé, foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico, sistema organizado de impérios e governos humanos. Ninrode foi um homem muito poderoso, e segundo a história, efetuou grandes construções. Os escritos antigos revelam que Ninrode era tão perverso, a ponto de matar seu pai e casar-se com sua própria mãe cujo nome era Semíramis. Quando Ninrode morreu, sua mãe-esposa, Semiramis, propagou a perversa doutrina da reencarnação de Ninrode em seu filho Tanuz. Ela declarou que em cada aniversário de seu nascimento, Ninrode desejaria presentes em uma árvore. Por incrível que pareça, a data de seu nascimento era 25 de dezembro. Aqui se deu inicio do natal de 25 de dezembro, e da arvore como parte disso.
A árvore de natal de Ninrode, mais tarde, influenciou a Germânia e foi adotada para substituir os sacrifícios ao carvalho sagrado de Odin. Odin, na mitologia escandinava, era rei dos deuses, deus da guerra, deus da sabedoria, da poesia e da magia. Martinho Lutero era músico e tinha a alma de poeta. Passando por um bosque observou a beleza das estrelas pontilhando por entre os ramos dos pinheiros. Ficou emocionado. A Bíblia diz que “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”. Por isso, chegando em casa, procurou reproduzir a impressão que tivera acendendo velas entre os ramos de um pinheiro. Observe: trata-se de uma decoração, de uma poesia concreta. Nada tem a ver com idolatria, espíritos e paganismo!
A Origem do Natal na Igreja
Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro são a partir do Cronógrafo de 354 (calendário ilustrado do ano 354). Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania (uma festa religiosa cristã), em 6 de janeiro. A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, 14 provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte. Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380. No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional. Mas essa não é toda a história; como isso adentrou no meio cristão?
Nos séculos quarto e quinto os pagãos do mundo romano se "converteram" em massa ao "cristianismo" levando consigo suas antigas crenças e costumes pagãos dissimulando-os sobre nomes cristãos. Foi quando se popularizou também a ideia da "mãe e do filho", especificamente na época do Natal. Os pagãos que tinham o costume de homenagear com presentes ao pé da árvore na data de seu nascimento, a saber, 25 de dezembro, acabaram levando isso consigo, e como julgavam ser um ato sagrado e religioso, pensaram, “se fazíamos isso para alguém que não merecia, por que não fazer para alguém que de fato merece”? Ou seja, Jesus. E então, essa prática, acabou por se tornar comum, a ponto de toda a cristandade da época, aderir, e assim a igreja começou a usar a prática pós-diluviana. Mas nem tudo se originou diretamente de Ninrode. Essa prática influenciou muitos povos, fazendo com que se revertesse a outros deuses, como o deus saturno e outros. Assim, quem vinha com essa crença para o cristianismo, acabava por praticá-la a Jesus.
Um outro algo muito interessante está no fato de que no Egito, sempre se creu que o filho de Ísis (nome egípcio da "rainha do céu"), nasceu no dia 25 de dezembro. Os pagãos em todo o mundo conhecido celebram esta data bem antes do nascimento de Jesus Cristo.
A Data do Nascimento de Jesus
Podemos através de alguns detalhes bíblicos, situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento - a Festa dos Tabernáculos.
Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, ou das cabanas, que acontecia a cada ano, no final do 7º, mês (Etenin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava “Deus habitando com seu povo”. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num Tabernáculo no meio do seu povo (Lv 23:39-44; Ne 8:13-18), se falar que o povo habitava em cabanas ou tendas. No Evangelho de João capítulo 1, vers. 14, vemos: "Cristo... habitou entre nós". Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a festa dos tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Is 7:14) que significa Deus conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa, na Sua morte (Mt 26:2; I Co 5:7), e a festa do Pentecostes, quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1).
Agora, vamos compreender melhor a data de seu nascimento, vendo nas escrituras, alguns detalhes que nos ajudarão situar cronologicamente o nascimento de Jesus.
Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias (I Cr 24:1-19). Agora, 24 turnos vezes 15 dias, é igual a 360 dias ou 1 ano. O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr 24:10). O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico o mês de Abíbi, que seria no nosso, o mês de Março (Ex 12:1-2; Dt 16:1; Ex 13:4). Sendo assim, o oitavo turno, cairia da metade do mês de Junho até o seu fim, certo? Vamos nos lembrar agora, de Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias, ou seja, no mês de Junho, segundo nosso calendário (Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês de Junho. Agora um dado muito importante: Jesus se encontrou no ventre de Maria no sexto mês de gestação de Isabel (Lucas 1:24-38), esse era já o mês de Janeiro. Nove meses depois, nasceria Jesus, que pelos cálculos, seriam mais ou menos entre Setembro e Outubro.
Visto estes detalhes nas Escrituras, chegamos à conclusão que Jesus de modo algum teria nascido em Dezembro, ficando a critério do costume babilônico, influenciando os pagãos que se converteram a ideia de que Jesus teria nascido em Dezembro, e no dia 25.
Conclusão
Ainda que o Natal tenha origem pagã, de modo algum isso deve influenciar nós cristãos maduros, Pois em Romanos 8:1, diz que não há condenação para nós que estamos em Cristo Jesus. Todos sabem que, no natal, comemora-se o nascimento de Jesus Cristo. Mas, saber quem é Jesus e para que ele nasceu de fato, é o mais importante, independente de crenças e costumes. Na Bíblia estão às palavras do apostolo Paulo que disse: "Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." (I Timóteo 1.15). Mas é lógico, que sendo bons cristãos, temos de tomar muito cuidado, de como nossos filhos encaram esse negócio de natal e Papai Noel. Certo menino, sentindo-se tristemente desiludido ao conhecer a verdade sobre Papai Noel,de que ele não existe, comentou com seu amiguinho: “Sim, também vou me informar melhor acerca do tal Jesus Cristo”!
Claudio Martins
A Verdade Sobre o Natal
Reviewed by Claudio Martins
on
outubro 08, 2014
Rating:
Reviewed by Claudio Martins
on
outubro 08, 2014
Rating:


Sem comentários