Ministros de Deus


 
Introdução

Um ministro é o membro de um governo nacional ou, ocasionalmente, subnacional, com importantes funções executivas. A maioria dos ministros é responsável pela gestão de uma pasta, ou seja, de uma área temática governativa, o que implica normalmente a direção de uma das grandes repartições governamentais, geralmente designadas "ministérios" ou "departamentos". No entanto, ocasionalmente isso não acontece, como é o caso dos ministros sem pasta. Geralmente, os ministros são membros de um gabinete ou conselho de ministros, respondendo - conforme o sistema político - perante o chefe de estado, o chefe de governo ou o parlamento. Mas o ministro que conhecemos hoje, nem sempre foi assim.


Definição em latim

A palavra "ministro" deriva do termo latino "minister" (de minus, menor), que indicava genericamente uma pessoa subordinada à outra, a qual era o magister (mestre, de magis, maior).

História

Na Roma antiga, referia-se especificamente a alguém que estava a serviço de uma autoridade ou instituição ou a alguém (escravo ou liberto), que prestava serviço no palácio imperial, com diversas incumbências.
Posteriormente, o termo assumiu um significado mais abrangente de servidor ou funcionário do soberano ou do estado. Na Europa medieval e renascentista, nos ministros de um soberano, incluíam-se as várias classes de magistrados, administradores, cobradores de impostos, diplomatas, conselheiros e outros funcionários.

No século XVI, desenvolve-se uma classe específica de ministros, a dos secretários de estado. Os secretários de estado viriam, com o passar dos tempos, a ocupar a cúpula dos poderes executivos estatais, atuando como conselheiros próximos e delegados diretos dos soberanos. Inicialmente, existindo apenas um ou dois por estado, posteriormente o seu número veio a crescer, cada qual se especializando na gestão de uma determinada área temática ou "pasta".

Em meados do século XVIII, se tornou comum a existência dos secretários de estado dos negócios interiores, dos negócios estrangeiros, da guerra, da marinha, dos negócios eclesiásticos e da justiça. Com o crescimento da importância dos secretários de estado, que se tornou nos principais ministros do estado, o termo "ministro" começou a ter uma aplicação mais restrita, sobretudo a partir do final do século XVIII, passando a referir-se quase exclusivamente a esta classe de altos funcionários. Em diversos estados, o termo "ministro" funde-se assim com o de "secretário de estado", passando cada um destes o ser designado "ministro secretário de estado" ou "ministro e secretário de estado". Na segunda metade do século XIX, o termo "ministro" acaba por substituir completamente o termo "secretário de estado", caindo este em desuso na maioria dos países.


Ministros nos Tempos Bíblicos

1.      Os Servidores

O titulo de ministro, era concedido a quem oficializava algum serviço vinculado às ações públicas governamentais, era um tipo de funcionário publico ao serviço do estado; em hebraico. Daniel era um tipo de meshareth, governando toda a província da Babilônia, assim como Sadraque, Mesaque e Abdnego, que cuidava dos negócios da província. “Então o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitas e grandes dádivas, e o pôs por governador de toda a província de babilônia, como também o fez chefe dos governadores sobre todos os sábios de babilônia. E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de babilônia a Sadraque, Mesaque e Abednego; mas Daniel permaneceu na porta do rei”. Dn 2:48-49

 Outros ministros, em grego, “leitourgos”, eram os sacerdotes e os levitas, exercendo as suas funções no santuário, Ex 28. 43; Nm 3. 31; Dt 18. 5; Is 61. 6; cf. LXX; Lc 1. 23; Hb 9. 21. Jesus, também atuava como ministro, exercendo as funções de sumo sacerdote no verdadeiro tabernaculo, Hb 8. 2. Paulo também era ministro, ministrando o evangelho aos meshareth gentios, Rm 15. 16. Os anjos também são ministros, atuando como funcionários celestes, Sl 103. 21; 104. 4.

O ministro meshareth em Hb., e leitourgos em Gr., são servidores, no qual executam um trabalho no qual seu superior não pode executar, porém nem sempre por questões de incapacidade. Esse ministro sempre atua em função do bem mutuo, nunca de modo singular.

2.      Os Substitutos

Outro tipo de ministro que encontramos na bíblia está em no grego, “diakonos”. Este designa alguém encarregado de exercer obrigações em lugar de outra pessoa, agindo como servo que executa ordens de seu senhor contra terceiros. Por exemplo: magistrado (hb., shaphet, e em gr., strategós; um líder de grupo, podendo ser prefeito, rei e etc.), que exerce a justiça de Deus sobre os que obram mal, Rm 13. 4. Emprega-se  especialmente para designar os ministros de Deus no evangelho de seu Filho, como Timóteo, 1 Ts 3. 2, Paulo e Apolo, 1 Co 3. 5, Tíquico, Ef 6. 21, Epafras, Cl 1. 7. A palavra diakonos, também se emprega em sentido restrito, designando o diácono, o oficial eclesiástico.

O ministro diakonos, em gr., diferente do leitourgos, não empreende um serviço por seu superior não poder empreender, mas o substitui naquilo que ele poderia fazer, salvo o diácono, o oficial eclesiástico, que já se encontraria em um sentido restrito. Olhando para isso percebemos que talvez o diácono que conhecemos, não deveria se chamar diácono (diakonos), e sim ministro eclesiástico (leitourgos), pois eles foram instituídos na função de executar o que seus superiores não podiam.

3.      Os Auxiliares

O ministro também podia ser um “mero” auxiliar, em grego, hyp´eretes. O escravo Jose, elevado a posição honrosa e de confiança na casa de seu senhor, passou a ser o encarregado de todas as coisas, ou seja, um hyp´eretes Gn 39. 4.
A jovem Abisague, escolhida para o serviço do rei Davi, ministrava- lhe o que exigia o seu estado de saúde, 1 Rs 1.4, 15, auxiliando-o em suas debilidades de velhice.
O assistente da sinagoga auxiliava o leitor da lei, dando e recebendo o livro, e chamava-se o ministro, Lc 4. 20. Os discípulos que assistiam a Jesus e que eram suas testemunhas chamam- se ministros da palavra, Lc 1. 2; At 26. 16.

Outros ministros hyp´eretes, vieram a herdar a posição de seus superiores. Josué, por exemplo, assistia a Moises como seu ministro no tabernáculo e foi o seu sucessor no comando do povo, Ex 24. 13; 33. 11; Js 1. 1. Eliseu serviu de ministro hyp´eretes, a Elias, dava-lhe água para as mãos e sucedeu-o no oficio de profeta, 1 Rs 19. 21; 2
Rs 3. 11.

O ministro hyp´eretes é aquele que auxilia nas necessidades de seu superior, ou ainda as necessidades de terceiros. Enquanto o leitourgos faz o que seu superior não poderia fazer, e o diakonos faz o que seu superior poderia fazer, o hyp´eretes ajuda seu superior a fazer, apenas o auxiliando, nunca fazendo sozinho.

Algo interessante que podemos notar, é que o ministro do evangelho, é tanto leitourgos, diakonos e o hyp´eretes.

Leitourgos: Por pregar o evangelho, pois Deus não o faria pessoalmente, não por que é incapaz, mas por não fazer parte de seus planos.

Diakonos: Por pregar o evangelho no lugar de Deus, agindo como um substituto, ou ainda um representante dele.

Hyp´eretes: Por pregar o evangelho, auxiliando o Senhor em sua obra, não fazendo tudo sozinho, mas tendo o Espírito Santo.

Conclusão

O ministro de Deus não é aquele intocável de alto cargo a ponto de se comportar como o “queridinho” de Deus, mas um serviçal dele, alguém que como um funcionário de uma em presa, presta seus serviços de acordo com as necessidades da mesma, se têm alguém que é pequeno na igreja, esse tal é o ministro, pois ele trabalha para Deus a fim de servir o povo, ensinando a palavra, auxiliando-os na caminhada espiritual. Todos nós fomos chamados para sermos ministros, ou na oração, na adoração, na pregação e etc.

Claudio Martins
Ministros de Deus Ministros de Deus Reviewed by Claudio Martins on outubro 08, 2014 Rating: 5

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